domingo, 21 de agosto de 2011

Estatística versus carma

Hoje fomos, eu e Dani, assistir ao show do Pato Fu, Música de Brinquedo. Por sinal, delicioso. Um espetáculo cativante, com músicas gostosas, executadas em instrumentos musicais infantis. Um ótimo domínio de palco por parte dos integrantes, interação com o público, crianças aos montes de olhinhos grudados nos artistas e especialmente nos bonecos que faziam parte da apresentação. Quem perdeu, lamente-se. Se quiser saber mais sobre o show, clique aqui e veja o que a minha amada escreveu a respeito.
Na volta para casa, eis que mais uma vez a estatística parece estar errada. Ou a matemática não funciona ou realmente existe carma e essas coisas do além-vida e eu estou sendo punido por anos e anos de provocação ao alheio.
Explico: descobri que eu tenho um dom. Não é dos melhores mas ainda assim é um dom e, infelizmente, é meu. I see dead people! Sim! Eu vejo gente morta! E da mesma forma que no filme O Sexto Sentido, eles não sabem que morreram. E o que é pior: eles estão atrás de um volante!
Para deixar mais claro, o meu dom é encontrar gente morta que dirige. Sabe aquele velhote de óculos, cabecinha branca, boné (motorista de boné sempre é um perigo – mantenha-se afastado deles!) que dirige com o queixo esfregando no volante, quase batendo o nariz no pára-brisa? Pois é, eu sempre encontro esse tipo de motorista. Para vocês terem uma idéia (EU REPUDIO A DEFORMA HORRORGRÁFICA!) até meus motoqueiros são certinhos! 60 km/h, ocupando o espaço de um carro e não o espaço ENTRE os carros, e ali, na minha frente. Sempre! É carma! Só pode ser. Todos nós sabemos que motoqueiros não são certinhos. Eles costuram o tempo todo, passam entre os carros e quase raspam na gente, aparecem vindos de lugar nenhum e de repente estão na sua frente e você que se vire pra desviar deles e por aí vai. Você  deveria encontrar um motoqueiro certinho não mais que uma ou duas vezes na sua vida. A estatística não mente! Ou será que eu estou enganado?
No tempo em que eu era certinho, na minha outra vida nessa vida mesmo (não acredito em vida após a morte ou me esforço pra não acreditar), devo ter enlouquecido muita gente com meu jeitinho arrastado de ser. Agora estou mais liberto e menos entorpecido ao volante. Mas parece que o universo insiste em me fazer pagar a conta. Vocês sabem, o universo conspira. Só que nesse caso, não é a favor! Que ódio!
Ok, ok, eu fui um mau menino (Mal, Sapão! Mal, Sapão!) mas parece que alguém quer reparação. E com sangue! No banco do carona, Dani só dá risadas. E concorda que é algum tipo de punição pela minha vida pregressa. Oh, dia. Oh, vida. Oh, azar! Mas de uma certa forma eu me vingo contra ela, que só fica rindo da minha desgraça. Eu faço umas manobras bruscas para me livrar dos zumbis-condutores e ela fica lá, segurando no puta-merda com as duas mãos, olhos arregalados e coração na garganta. Yes, Celo pode ser um mau menino! (Mal, Sapão! Mal, Sapão!)
Então, caro leitor, esteja avisado. Se você enxergar um velhote, grisalho, de boné, nariz colado ao pára-brisa e atrás dele houver um Sandecido cinza chumbo com seu motorista exasperado, xingando e gesticulando, esse sou eu. Aí você sorri e pensa: podia ser pior. Podia ser eu ali atrás do velho gagá! E segue feliz para seu destino.

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