quarta-feira, 18 de maio de 2011

No dia do beijaço gay: vencendo preconceitos!

Não, não. Não vou me assumir gay, se é isso que vocês pensam. Mas que fique bem claro: não vejo absolutamente nenhum problema em alguém ser homossexual. Acho tão normal quanto ser heterossexual. Mas achei muito significativo que eu esteja escrevendo este texto no dia do beijaço organizado para protestar contra os homofóbicos: eu tive que rever meus preconceitos nos últimos dias.

Explico: meu notebook Dell, companheiro fiel há dois anos, finalmente arriou. Há um ano, sua unidade de DVD deixou de funcionar. Tudo bem, eu tinha uma unidade externa USB que comprei pra Dani usar em seu netbook mas solenemente ignorada por ela. Depois, a bateria começou a pedir água, durando, quando muito, uns 30 minutos. Mas tudo bem, porque eu quase sempre o usava ligado à energia elétrica. Em seguida, o disco rígido deu pau. Mas tudo bem, eu comprei um novo e troquei facilmente. Mas há 3 semanas, a gota d'água: a tela parou de funcionar. É um defeito relativamente comum porque o abre-e-fecha da tampa acaba por danificar algum ponto de contato, alguma solda, e aí babaus. Finalmente entendi que meu companheiro estava me dando seu adeus porque não valia a pena mandar para o conserto e pagar caro pra colocar em funcionamento um equipamento antigo. Então saí à cata de um substituto.
Comecei, naturalmente, a pesquisar no site da própria Dell, afinal, o bandidinho ganhara o meu respeito por ser um equipamento robusto, de bom desempenho e muito confiável. Dentre os vários modelos, procurava algo na faixa de R$ 1.800,00 a 2.100,00, para não comprometer muito dinheiro nessa época em que tudo gira em torno dos preparativos para o casamento, um conhecido sumidouro de dinheiro. Nessa faixa de preço, existem notebooks da marca com processadores Intel i3 ou i5. Promissor, já que meu falecido parceiro tinha um antigo dual core (nem Core2 Duo ele era). Andei analisando outras marcas mas todas com configurações similares nessa faixa de preço. Até que recebi um e-mail (adoro propaganda eletrônica!) do site CompraFácil.

Tratava-se de um i7 quadri-core com 8 threads, 4 GB de RAM, 640 GB de disco, gravador de DVD, tela LED de 14 polegadas, com Windows 7 Home Premium 64bits, porta HDMI, wireless, webcam embutida, ou seja, tudo o que é importante, exceto pela conectividade por Bluetooth que, confesso, não utilizo e não me faria falta. Tudo isso por inacreditáveis R$ 1.899,00! Mas tinha um problema: a marca era CCE!

Sim, você conhece todas as piadinhas: CCE significa Começou Comprando Errado ou Consertou, Continua Estragado, e por aí vai. Mas eu fiquei fortemente seduzido pela combinação "configuração versus preço", o bom e velho custo-benefício. Assim, me armei de coragem e encomendei o brinquedinho.

O site da CompraFácil, que eu já utilizara antes, acabou por entregar o notebook com um atraso além do prometido (apenas um dia útil, mas ainda assim fora de prazo e uma eternidade para quem esperava ansiosamente pelo novo parceiro) mas a espera valeu a pena!

Gente, o notebook é excelente! Bem construído, teclado confortável, muito rápido. Estou definitivamente encantado com minha compra. Recomendo a qualquer um que esteja procurando notebooks. Vá no site da CompraFácil e procure notebooks com processadores Intel i7 e lá estará ele: um CCE, modelo O746P. Definitivamente, uma excelente compra! E de quebra, um tapa de luva no meu preconceito contra marcas e famas. Muito pedagógico.
E um aviso aos homofóbicos: vocês podem estar deixando de conhecer gente muito bacana só porque são gays, ou de outra cor, ou porque torcem pra outro time, ou sei lá por qual outro motivo idiota. Expandam seus horizontes, vivam e deixem viver e aproveitem o que o mundo tem de melhor: sua diversidade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Brincando com playlists

Descobri um brinquedinho novo: playlists para publicar nos blogs...

Por enquanto só uma amostra.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Convertendo seus Blu-rays em arquivos MKV

Fazia tempo que eu não publicava um tutorial aqui no brogue. Então vamos resolver isso já! Hoje vamos aprender a converter seus filmes em Blu-ray para um formato que se dissemina cada vez mais na internet: o container MKV ou Matroska. É uma boa maneira de preservar seu investimento: usa os arquivos convertidos e mantém os discos guardados, seguros. Inclusive, existem vários players de mesa no Brasil que reconhecem tanto o container MKV quanto os codecs de áudio e vídeo usados neste tutorial. Assim, você poderá continuar vendo seus filmes na sua TV de LCD de 500 polegadas sem prejudicar seus preciosos discos.

O tutorial pode parecer complexo num primeiro momento mas afirmo que não é. As ferramentas usadas são simples e produzem ótimos resultados.

Quem estiver interessado pode pegar o tutorial aqui.

Se tiverem dúvidas ou dificuldades, me perguntem. Terei o maior prazer em ajudá-los.

Boa diversão.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bye-bye, Virtua! Hello, GVT!

Pois é. Eu estou mesmo me especializando em divórcios... Eis que resolvi interromper minha parceria com a Net Virtua depois de muitos e muitos anos. Em respeito à verdade, devo dizer que não foi um divórcio litigioso. Minha convivência com o serviço de banda larga da Net era dos mais pacíficos. Trata-se de um produto confiável e que poucas vezes me deixou na mão. Mas é uma velha senhora, toda ranzinza e pouco afeita a modernidades essa "dona" Virtua.

A começar pela franquia. Coisinha mais antipática essa tal de franquia. Me dão um carro de corridas mas eu só posso dar umas 20 voltas na quadra. Depois, me cortam o combustível e aí ou eu empurro a bagaça ou mando encher o tanque de novo. Fala sério! Então eles acham que eu comprei um serviço de banda larga pra quê? Receber e-mails? Ficar contando bytes neuroticamente pra não estourar um limite ridículo? Ora, francamente! Eu quero banda larga pra usar meeeeeeesmo! Muitos downloads, muitos uploads, muitos jogos, muito de tudo! Creio que a Net vá repensar seu modelo de contrato muito em breve porque a GVT vem tirando cliente das outras operadoras a rodo com um modelo bem mais descomplicado.

Altas velocidades a preços bem mais acessíveis, serviço de qualidade, estável, sem gargalos, sem asteriscos e sem franquia! Posso baixar a internet inteira pra copiar pra um disquete (ha ha ha) se eu quiser. O problema é meu e a Net não tem nada com isso. Mas o fato é que participo de um fórum de informática e vi que os usuários estão migrando aos borbotões para a GVT tão logo ela se instala em uma cidade. Velox e Speedy nem ouço mais falar. Virtua era o último concorrente decente. Agora estão todos de cabelos em pé porque existe concorrência verdadeira pela prestação do serviço de banda larga.

De minha parte, posso dizer que estou satisfeitíssimo com minha conexão 15 Mbit da GVT (1 Mbit de upload). Não vou dizer que devia ter trocado antes porque não vou cuspir no prato em que comi por tantos anos e a Net me serviu muito bem durante esse período. Mas a fila anda e se as demais empresas não repensarem seu modelo de negócios, teremos uma acachapante migração para a GVT, coisa que eu espero mesmo que aconteça porque nada como uma boa e saudável sacudida no mercado pra fazer desaparecer o marasmo.

Vida longa à GVT!

domingo, 16 de janeiro de 2011

It's alive! It's alive!

Sim! Ele está vivo! O blog esteve respirando por aparelhos mas conseguiu sair da UTI. Eu havia parado totalmente a atualização das informações puramente por preguiça, minha velha companheira. Mas vamos ver o que 2011 nos reserva. Afinal, aquela máxima se aplica: ano novo, vida nova!
E dando início aos trabalhos de 2011, vamos escrever sobre... sobre... Sobre o que? Hmmmm, vejamos.
Eu podia escrever sobre livros. Por exemplo, podia citar que comecei há mais de mês o livro Ben-Hur (sim, crianças, Ben-Hur não é um filme ou pelo menos não nasceu como tal. Trata-se de um livro escrito há mais de 100 anos (!) por um general americano chamado Lew Wallace. Sendo ele um ateu convicto, o livro nasceu de uma tentativa de Wallace de mostrar às pessoas que a crença em religiões era algo irracional mas ao pesquisar a vida de Jesus Cristo para compor a narrativa, o autor acabou se convencendo de que Jesus realmente existiu e tratava-se do filho de Deus, convertendo-se ao cristianismo.
A história contém imprecisões históricas, apontadas por vários pesquisadores, mas o fato é que vindo de um leigo, tanto como historiador quanto teólogo, Wallace conseguiu criar uma descrição bastante interessante do período em que Jesus viveu. Existe uma ótima versão editada pela Martin Claret, com preço acessível (especialidade da editora, que se concentra em produzir livros que já caíram em domínio público mas sempre com novas traduções, feitas especialmente para tais publicações).
Obviamente, a história é mais conhecida pelo grandioso filme dirigido por William Wyler em 1959, tendo outras duas produções anteriores, em 1907 e 1926. Nele, a personagem principal da narrativa, Judah Ben-Hur, é vivida por Charlton Heston, um judeu de família rica que devido a um mal-entendido é expropriado de seus bens e condenado a servir como escravo pelo resto da vida, tudo por obra de um romano, seu desafeto, que fora no passado seu melhor amigo. Provavelmente a maior parte de vocês já viu o filme e não precisaria dar aqui maiores detalhes sobre o romance. Devo acrescentar que tanto o livro quanto o flime são muito envolventes e podem (devem) ser apreciados sem moderação.
O filme, que como eu já disse é de 1959, tem uma produção gigantesca, como foi característico daquele período no cinema americano. e por mais de 30 anos foi o recordista absoluto de prêmios do Oscar Academy Awards, tendo ganho 11 estatuetas, feito igualado apenas recentemente por Titanic, em 1997, e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, em 2003. Para se ter uma idéia (com acento! humpf!), a Wikipedia nos informa que somente a cena da corrida de cavalos utilizou mais de 8.000 figurantes, 76 cavalos e foi rodada em 94 dias. Trata-se da cena mais envolvente do filme, em que se consuma a vingança de Ben-Hur contra seu inimigo romano, Messala.
Para que eu não acabe por contar o livro/filme aqui, sugiro que você leia o livro, veja o filme, compre a camiseta, faça a tatuagem e vote no BBB (heresia! sacrilégio! BBB num blog sobre cultura!).
Por fim, espero terminar minha leitura nos próximos dias, já que uma pilha de livros inéditos me aguarda em casa, bem como DVDs acumulados esperando atenção. Eles ficam me olhando de lado sempre que passo por perto e já começo a perceber um ar de desprezo por parte deles. Só para vocês saberem do que eu falo, tenho a trilogia d'O Poderoso Chefão em DVD há quase 3 anos e ainda não assisti aos filmes (mais heresia! mais sacrilégio!). Sim, sim, ainda existe um ser humano na face da Terra que NUNCA VIU O PODEROSO CHEFÃO! Pretendo corrigir essa aberração muito em breve também. Prometo... Uau! Minha primeira promessa para o ano já nem tão novo assim! Quem viver, verá!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cultura, aqui me tens de regresso...

Bem, depois de dois vergonhosos meses sem postar nada, resolvi dar as caras por aqui. E desta vez para falar sobre cultura que é, afinal, o motivo principal deste blog irregular.

Antes de começar, quero dizer que a ausência foi parcialmente causada por uma longa viagem a serviço e também porque estive mais envolvido com outro blog, criado pela minha amada Dani, e que trata da nossa vida a dois. Muito gostoso, se me permitem a corujice. Para os curiosos, eis o blog do Casal Sensacional! E eu disse "parcialmente" porque o outro motivo foi mesmo a preguiça, confesso.

Vamos falar sobre cultura então. Estou lendo um livro interessantíssimo do divulgador científico Simon Singh cujo título é Big Bang. Trata da teoria científica que afirma que o universo foi criado em uma grande explosão (Big Bang, em inglês) que deu origem a tudo o que conhecemos hoje à nossa volta. Mas não se trata de um material técnico, que exija algum conhecimento científico para ser compreendido. Pelo contrário. Simon Singh tem um dom: o de transformar assuntos áridos e extremamente técnicos em conversa palatável, descontraída e cativante. Nada de fórmulas, nada de teorias rebuscadas. Na verdade, para abordar o assunto, o autor faz uma regressão desde os primeiros filósofos gregos (ainda não eram cientistas por falta de uma abordagem e método adequados) que tentaram compreender o mundo em que viviam e nosso lugar no infinito. Sua prosa é agradável, leve e abrangente, embora continue minuciosa. Parece contraditório? Tente ler o autor e surpreenda-se.

Sobre o autor, posso dizer que é um mestre na arte de esclarecer assuntos espinhosos. Um outro livro dele que é delicioso trata de um assunto ainda mais árido: matemática avançada. É a sua descrição de como um matemárico decifrou um dos maiores mistérios remanescentes da teoria dos números e se chama O Último Teorema de Fermat. Também recomendo a leitura desta obra sensacional. Ele consegue explicar em detalhes, sem recorrer a tecnicismos, o desafio matemático que desafiou as mentes mais brilhantes do planeta por séculos a fio. E mesmo assim, narrado com habilidade, torna-se uma leitura instigante e saborosa. No final, você sai muito enriquecido de seus livros.

Voltando ao Big Bang, Singh não conta apenas os passos que levaram os pesquisadores até a teoria que promete esclarecer de onde viemos. Ele conta os bastidores, fala das intrigas, da política que grassa nos subterrâneos da ciência, da restistência às idéias inovadoras, etc, etc e etc. Tenho certeza que o livro agradará a qualquer um que se arrisque a lê-lo.

Simon Singh é Doutor em Física pela Universidade de Cambridge, autor literário e também produtor de séries de TV sobre temas científicos. Outros autores que seguem a mesma linha e que recomendo fortemente são Brian Greene e seu interessantíssimo Universo Elegante, que trata da teoria das supercordas, uma das mais recentes linhas de pesquisa da física que tenta desvendar de quê é feito o universo, a interação entre forças e partículas e porque elas são o que são e o que mais podemos esperar das futuras descobertas baseando-se no que já se sabe a respeito da matéria que compõe o universo. Greene também consegue traduzir temas complexos em linguagem simples, tornando tudo possível de ser entendido por pessoas comuns, munidas apenas de fascinação e curiosidade sem necessariamente disporem de conhecimento formal sobre os temas abordados. Por fim, um último autor que recomendo é o já falecido Isaac Asimov. De origem russa mas criado nos Estados Unidos, Asimov foi, na minha opinião, uma das mentes mais brilhantes que a espécie humana já produziu. Muito do que ele escreveu está desatualizado, afinal ele faleceu em 1992, vítima da AIDS, contraída por uma transfusão de sangue durante uma cirurgia. Além de possuir a mesma habilidade de escrita que os anteriormente citados, Asimov simplesmente podia debater sobre uma variedade de assuntos assombrosa. Químico de formação, brilhou mesmo foi na Astronomia e temas relacionados ao espaço, embora tenha sido um excelente divulgador nas áreas da Biologia, Física, Química e até mesmo História. Deixou vasto material publicado que, mesmo defasado em relação ao conhecimento atual, vale a pena ser lido. Sua prosa elegante e bem estruturada torna seus livros absorventes como se fossem um romance. Paradoxalmente, embora tenha se aventurado também como novelista de ficção científica, não o considero um grande autor nessa área. Seu contemporâneo e amigo de longa data, o também falecido Arthur Charles Clarke, era bastante superior em tecer a trama de uma novela recheada de assuntos científicos variados. Também o recomendo mas não como divulgador científico e sim como romancista. Soberbo.

Enfim, para não alongar ainda mais esse texto, escolha um dos livros citados e comprove o que eu estou dizendo: ciência pode ser divertida, emocionante e viciante. Basta que venha das mãos de gente habilidosa, o que é verdade para qualquer área do conhecimento humano.

Boa leitura!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não seja um trouxa na internet!

Você, caro leitor, provavelmente tem sua autoestima em bom estado, aguçada e ativa, correto? Reconhece suas habilidades, superestima-as até, gosta de falar delas, etc., enfim, utiliza o pacote completo "eu me amo". Então por que você se comporta como um trouxa quando está na frente do computador? Lamento se começo meu texto com essas duras palavras mas a verdade é que a famosa frase que diz que "nasce um trouxa a cada minuto" continua valendo, se é que a taxa de crescimento não aumentou.

"Mas por que tudo isso?", você deve estar se perguntando. Porque muitos usuários de computador parecem ter um interruptor do tipo "liga/desliga" que é usado somente quando estão na frente do computador. Acompanhe meu raciocínio: você conhece gente que vai ao banco e olha até por cima do ombro antes de usar um caixa automático, desconfia quando o caixa pede seu CPF pra aceitar um cheque, não gosta de dar seu celular pra ninguém e por aí vai. Então por que essa mesma pessoa se transforma num completo inocente (eu ia usar "trouxa" mas resolvi aliviar a mão) quando está na frente do micro?

Eu e minha mulher ficamos estarrecidos com alguns comportamentos de pessoas que consideramos inteligentes pra todos os outros aspectos da vida prática mas que parecem desligar o cérebro quando estão na internet. Um caso clássico é o famoso "e-mail que vai pagar alguma coisa a cada envio para sua lista de amigos". Provavelmente o raciocínio de quem repassa esse tipo de mensagem é: "não me custa nada, né? Afinal, se alguém vai pagar é o emissor do e-mail original e se não pagar, nada vai acontecer." Perfeito! O raciocínio que o criador da malfadada mensagem queria incutir no usuário!

Perceba o que esse usuário está fazendo. A mensagem diz que pagará, sei lá, 30 centavos para cada destinatário incluído no envio. Para comprovar o envio, você deve encaminhar o e-mail para seus trocentos amigos e com cópia para o autor da mensagem para que ele possa ver quantos destinatários receberam a mensagem e calcular o valor a ser pago. Claro que isso pressupõe que você vai mandar o e-mail sem usar a opção "cco" (Com cópia oculta), de forma que os destinatários apareçam e permita o cálculo do suposto valor a ser pago.

O que está acontecendo aqui? Primeiramente, quem age assim está passando recibo de sua ignorância. Ninguém pode se dar o luxo de ser simplório em informática já faz tempo. Se o assunto é internet, pior ainda, porque as consequências podem ser muito mais imediatas. Quem realmente acredita que haverá uma doação de valores, comida, ração, celular grátis ou seja lá o que for, baseando-se numa mensagem cretina dessas? A única coisa que o inocente usuário está conseguindo aqui é publicar sua enorme lista de contatos para quem tiver acesso ao e-mail. E depois esse mesmo inocente (trouxa) reclama que só recebe lixo pelo e-mail. Mas é ele que está fornecendo a lista de contatos para quem manda esses e-mails!

Sinto muito se hoje não estou nos meus melhores dias mas o fato é que 70% do que entra nas minhas caixas postais é lixo alimentado por pessoas "inocentes" (o adjetivo correto você já entendeu qual é). Depois essas mesmas pessoas reclamam que recebem vírus, propaganda aos montes, trojans pra roubar senha de banco e só Deus sabe o que mais.

Claro que muitas vezes isso é motivado por inexperiência no uso dos programas. Por exemplo, o correto a se fazer em e-mails comuns é enviá-los de forma que os destinatários não fiquem aparentes. Para isso, usa-se o campo "cco" em vez de "para" e "cc". O problema é que esse campo "cco" não é apresentado como padrão pelos programas de correio, o que já complica a vida dos novatos. Aproveitando e deixa, explico que para ativar o "cco" nos programas de correio mais comuns basta iniciar uma nova mensagem, clicar em "exibir" na janela de mensagem e marcar o campo "cco". Ele passará a ficar ativo daí em diante.

Todos os destinatários listados ali não serão visíveis para quem recebe a mensagem. Assim, evita-se expor as caixas postais dos seus amigos e tenho certeza de que eles prefeririam assim. São procedimentos simples como esses que dificultam a vida dos spammers que tanto nos incomodam com seu lixo eletrônico. A falta de cuidado dos internautas facilita muito a vida dessa gente. Se você quer combater esse tipo de atitude dos seus amigos desligados, diga-lhes para usarem o campo "cco" sempre que enviarem mensagens para várias pessoas. Eu mesmo faço isso com meus contatos. E não me acanho, não. Uma prima minha me mandava essas mensagens com destinatários visíveis. Pedi a ela que passasse a usar o campo "cco". Continuou mandando abertamente. Pedi novamente que fizesse do jeito certo. Continuou ignorando meu pedido. Simplesmente pedi pra ela me descadastrar e parar de me mandar e-mails. Nisso eu fui atendido. Não sei se ela ficou magoada e sinceramente não me preocupo com isso. Prefiro me indispor com pessoas teimosas a fragilizar minha segurança ou afetar minha paciência.

Outra atitude minha é nunca mandar cartões virtuais. E já aviso a todos meus contatos em épocas como Natal e Ano Novo que simplesmente vou apagar todos os e-mails que vierem com cartões. Não vou abrir nenhum. Digo a eles que se quiserem mandem texto simples no e-mail mas nada de links pra clicar e abrir cartões. Esses eu deleto. Ou se preferirem, me liguem. Vou achar muito mais gostoso até.

Portanto, olho vivo. Cerque-se de cuidados. Tenha bons firewall e antivírus (sempre atualizado) e esteja sempre atento. Não clique em links vindos por e-mail de fonte desconhecida. Mesmo os vindos de fonte conhecida podem ser fonte de problema. Pode ser um remetente se passando por algum contato seu ou um amigo pode estar repassando uma mensagem sem saber que ela é fraudulenta. Lembre-se que todos os bancos sérios nunca pedem para você clicar em nada. Quando necessário, pedem para você entrar no site da instituição ou procurar uma agência. Em suma, não seja um trouxa na internet.

Abraço.