domingo, 16 de janeiro de 2011

It's alive! It's alive!

Sim! Ele está vivo! O blog esteve respirando por aparelhos mas conseguiu sair da UTI. Eu havia parado totalmente a atualização das informações puramente por preguiça, minha velha companheira. Mas vamos ver o que 2011 nos reserva. Afinal, aquela máxima se aplica: ano novo, vida nova!
E dando início aos trabalhos de 2011, vamos escrever sobre... sobre... Sobre o que? Hmmmm, vejamos.
Eu podia escrever sobre livros. Por exemplo, podia citar que comecei há mais de mês o livro Ben-Hur (sim, crianças, Ben-Hur não é um filme ou pelo menos não nasceu como tal. Trata-se de um livro escrito há mais de 100 anos (!) por um general americano chamado Lew Wallace. Sendo ele um ateu convicto, o livro nasceu de uma tentativa de Wallace de mostrar às pessoas que a crença em religiões era algo irracional mas ao pesquisar a vida de Jesus Cristo para compor a narrativa, o autor acabou se convencendo de que Jesus realmente existiu e tratava-se do filho de Deus, convertendo-se ao cristianismo.
A história contém imprecisões históricas, apontadas por vários pesquisadores, mas o fato é que vindo de um leigo, tanto como historiador quanto teólogo, Wallace conseguiu criar uma descrição bastante interessante do período em que Jesus viveu. Existe uma ótima versão editada pela Martin Claret, com preço acessível (especialidade da editora, que se concentra em produzir livros que já caíram em domínio público mas sempre com novas traduções, feitas especialmente para tais publicações).
Obviamente, a história é mais conhecida pelo grandioso filme dirigido por William Wyler em 1959, tendo outras duas produções anteriores, em 1907 e 1926. Nele, a personagem principal da narrativa, Judah Ben-Hur, é vivida por Charlton Heston, um judeu de família rica que devido a um mal-entendido é expropriado de seus bens e condenado a servir como escravo pelo resto da vida, tudo por obra de um romano, seu desafeto, que fora no passado seu melhor amigo. Provavelmente a maior parte de vocês já viu o filme e não precisaria dar aqui maiores detalhes sobre o romance. Devo acrescentar que tanto o livro quanto o flime são muito envolventes e podem (devem) ser apreciados sem moderação.
O filme, que como eu já disse é de 1959, tem uma produção gigantesca, como foi característico daquele período no cinema americano. e por mais de 30 anos foi o recordista absoluto de prêmios do Oscar Academy Awards, tendo ganho 11 estatuetas, feito igualado apenas recentemente por Titanic, em 1997, e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, em 2003. Para se ter uma idéia (com acento! humpf!), a Wikipedia nos informa que somente a cena da corrida de cavalos utilizou mais de 8.000 figurantes, 76 cavalos e foi rodada em 94 dias. Trata-se da cena mais envolvente do filme, em que se consuma a vingança de Ben-Hur contra seu inimigo romano, Messala.
Para que eu não acabe por contar o livro/filme aqui, sugiro que você leia o livro, veja o filme, compre a camiseta, faça a tatuagem e vote no BBB (heresia! sacrilégio! BBB num blog sobre cultura!).
Por fim, espero terminar minha leitura nos próximos dias, já que uma pilha de livros inéditos me aguarda em casa, bem como DVDs acumulados esperando atenção. Eles ficam me olhando de lado sempre que passo por perto e já começo a perceber um ar de desprezo por parte deles. Só para vocês saberem do que eu falo, tenho a trilogia d'O Poderoso Chefão em DVD há quase 3 anos e ainda não assisti aos filmes (mais heresia! mais sacrilégio!). Sim, sim, ainda existe um ser humano na face da Terra que NUNCA VIU O PODEROSO CHEFÃO! Pretendo corrigir essa aberração muito em breve também. Prometo... Uau! Minha primeira promessa para o ano já nem tão novo assim! Quem viver, verá!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cultura, aqui me tens de regresso...

Bem, depois de dois vergonhosos meses sem postar nada, resolvi dar as caras por aqui. E desta vez para falar sobre cultura que é, afinal, o motivo principal deste blog irregular.

Antes de começar, quero dizer que a ausência foi parcialmente causada por uma longa viagem a serviço e também porque estive mais envolvido com outro blog, criado pela minha amada Dani, e que trata da nossa vida a dois. Muito gostoso, se me permitem a corujice. Para os curiosos, eis o blog do Casal Sensacional! E eu disse "parcialmente" porque o outro motivo foi mesmo a preguiça, confesso.

Vamos falar sobre cultura então. Estou lendo um livro interessantíssimo do divulgador científico Simon Singh cujo título é Big Bang. Trata da teoria científica que afirma que o universo foi criado em uma grande explosão (Big Bang, em inglês) que deu origem a tudo o que conhecemos hoje à nossa volta. Mas não se trata de um material técnico, que exija algum conhecimento científico para ser compreendido. Pelo contrário. Simon Singh tem um dom: o de transformar assuntos áridos e extremamente técnicos em conversa palatável, descontraída e cativante. Nada de fórmulas, nada de teorias rebuscadas. Na verdade, para abordar o assunto, o autor faz uma regressão desde os primeiros filósofos gregos (ainda não eram cientistas por falta de uma abordagem e método adequados) que tentaram compreender o mundo em que viviam e nosso lugar no infinito. Sua prosa é agradável, leve e abrangente, embora continue minuciosa. Parece contraditório? Tente ler o autor e surpreenda-se.

Sobre o autor, posso dizer que é um mestre na arte de esclarecer assuntos espinhosos. Um outro livro dele que é delicioso trata de um assunto ainda mais árido: matemática avançada. É a sua descrição de como um matemárico decifrou um dos maiores mistérios remanescentes da teoria dos números e se chama O Último Teorema de Fermat. Também recomendo a leitura desta obra sensacional. Ele consegue explicar em detalhes, sem recorrer a tecnicismos, o desafio matemático que desafiou as mentes mais brilhantes do planeta por séculos a fio. E mesmo assim, narrado com habilidade, torna-se uma leitura instigante e saborosa. No final, você sai muito enriquecido de seus livros.

Voltando ao Big Bang, Singh não conta apenas os passos que levaram os pesquisadores até a teoria que promete esclarecer de onde viemos. Ele conta os bastidores, fala das intrigas, da política que grassa nos subterrâneos da ciência, da restistência às idéias inovadoras, etc, etc e etc. Tenho certeza que o livro agradará a qualquer um que se arrisque a lê-lo.

Simon Singh é Doutor em Física pela Universidade de Cambridge, autor literário e também produtor de séries de TV sobre temas científicos. Outros autores que seguem a mesma linha e que recomendo fortemente são Brian Greene e seu interessantíssimo Universo Elegante, que trata da teoria das supercordas, uma das mais recentes linhas de pesquisa da física que tenta desvendar de quê é feito o universo, a interação entre forças e partículas e porque elas são o que são e o que mais podemos esperar das futuras descobertas baseando-se no que já se sabe a respeito da matéria que compõe o universo. Greene também consegue traduzir temas complexos em linguagem simples, tornando tudo possível de ser entendido por pessoas comuns, munidas apenas de fascinação e curiosidade sem necessariamente disporem de conhecimento formal sobre os temas abordados. Por fim, um último autor que recomendo é o já falecido Isaac Asimov. De origem russa mas criado nos Estados Unidos, Asimov foi, na minha opinião, uma das mentes mais brilhantes que a espécie humana já produziu. Muito do que ele escreveu está desatualizado, afinal ele faleceu em 1992, vítima da AIDS, contraída por uma transfusão de sangue durante uma cirurgia. Além de possuir a mesma habilidade de escrita que os anteriormente citados, Asimov simplesmente podia debater sobre uma variedade de assuntos assombrosa. Químico de formação, brilhou mesmo foi na Astronomia e temas relacionados ao espaço, embora tenha sido um excelente divulgador nas áreas da Biologia, Física, Química e até mesmo História. Deixou vasto material publicado que, mesmo defasado em relação ao conhecimento atual, vale a pena ser lido. Sua prosa elegante e bem estruturada torna seus livros absorventes como se fossem um romance. Paradoxalmente, embora tenha se aventurado também como novelista de ficção científica, não o considero um grande autor nessa área. Seu contemporâneo e amigo de longa data, o também falecido Arthur Charles Clarke, era bastante superior em tecer a trama de uma novela recheada de assuntos científicos variados. Também o recomendo mas não como divulgador científico e sim como romancista. Soberbo.

Enfim, para não alongar ainda mais esse texto, escolha um dos livros citados e comprove o que eu estou dizendo: ciência pode ser divertida, emocionante e viciante. Basta que venha das mãos de gente habilidosa, o que é verdade para qualquer área do conhecimento humano.

Boa leitura!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não seja um trouxa na internet!

Você, caro leitor, provavelmente tem sua autoestima em bom estado, aguçada e ativa, correto? Reconhece suas habilidades, superestima-as até, gosta de falar delas, etc., enfim, utiliza o pacote completo "eu me amo". Então por que você se comporta como um trouxa quando está na frente do computador? Lamento se começo meu texto com essas duras palavras mas a verdade é que a famosa frase que diz que "nasce um trouxa a cada minuto" continua valendo, se é que a taxa de crescimento não aumentou.

"Mas por que tudo isso?", você deve estar se perguntando. Porque muitos usuários de computador parecem ter um interruptor do tipo "liga/desliga" que é usado somente quando estão na frente do computador. Acompanhe meu raciocínio: você conhece gente que vai ao banco e olha até por cima do ombro antes de usar um caixa automático, desconfia quando o caixa pede seu CPF pra aceitar um cheque, não gosta de dar seu celular pra ninguém e por aí vai. Então por que essa mesma pessoa se transforma num completo inocente (eu ia usar "trouxa" mas resolvi aliviar a mão) quando está na frente do micro?

Eu e minha mulher ficamos estarrecidos com alguns comportamentos de pessoas que consideramos inteligentes pra todos os outros aspectos da vida prática mas que parecem desligar o cérebro quando estão na internet. Um caso clássico é o famoso "e-mail que vai pagar alguma coisa a cada envio para sua lista de amigos". Provavelmente o raciocínio de quem repassa esse tipo de mensagem é: "não me custa nada, né? Afinal, se alguém vai pagar é o emissor do e-mail original e se não pagar, nada vai acontecer." Perfeito! O raciocínio que o criador da malfadada mensagem queria incutir no usuário!

Perceba o que esse usuário está fazendo. A mensagem diz que pagará, sei lá, 30 centavos para cada destinatário incluído no envio. Para comprovar o envio, você deve encaminhar o e-mail para seus trocentos amigos e com cópia para o autor da mensagem para que ele possa ver quantos destinatários receberam a mensagem e calcular o valor a ser pago. Claro que isso pressupõe que você vai mandar o e-mail sem usar a opção "cco" (Com cópia oculta), de forma que os destinatários apareçam e permita o cálculo do suposto valor a ser pago.

O que está acontecendo aqui? Primeiramente, quem age assim está passando recibo de sua ignorância. Ninguém pode se dar o luxo de ser simplório em informática já faz tempo. Se o assunto é internet, pior ainda, porque as consequências podem ser muito mais imediatas. Quem realmente acredita que haverá uma doação de valores, comida, ração, celular grátis ou seja lá o que for, baseando-se numa mensagem cretina dessas? A única coisa que o inocente usuário está conseguindo aqui é publicar sua enorme lista de contatos para quem tiver acesso ao e-mail. E depois esse mesmo inocente (trouxa) reclama que só recebe lixo pelo e-mail. Mas é ele que está fornecendo a lista de contatos para quem manda esses e-mails!

Sinto muito se hoje não estou nos meus melhores dias mas o fato é que 70% do que entra nas minhas caixas postais é lixo alimentado por pessoas "inocentes" (o adjetivo correto você já entendeu qual é). Depois essas mesmas pessoas reclamam que recebem vírus, propaganda aos montes, trojans pra roubar senha de banco e só Deus sabe o que mais.

Claro que muitas vezes isso é motivado por inexperiência no uso dos programas. Por exemplo, o correto a se fazer em e-mails comuns é enviá-los de forma que os destinatários não fiquem aparentes. Para isso, usa-se o campo "cco" em vez de "para" e "cc". O problema é que esse campo "cco" não é apresentado como padrão pelos programas de correio, o que já complica a vida dos novatos. Aproveitando e deixa, explico que para ativar o "cco" nos programas de correio mais comuns basta iniciar uma nova mensagem, clicar em "exibir" na janela de mensagem e marcar o campo "cco". Ele passará a ficar ativo daí em diante.

Todos os destinatários listados ali não serão visíveis para quem recebe a mensagem. Assim, evita-se expor as caixas postais dos seus amigos e tenho certeza de que eles prefeririam assim. São procedimentos simples como esses que dificultam a vida dos spammers que tanto nos incomodam com seu lixo eletrônico. A falta de cuidado dos internautas facilita muito a vida dessa gente. Se você quer combater esse tipo de atitude dos seus amigos desligados, diga-lhes para usarem o campo "cco" sempre que enviarem mensagens para várias pessoas. Eu mesmo faço isso com meus contatos. E não me acanho, não. Uma prima minha me mandava essas mensagens com destinatários visíveis. Pedi a ela que passasse a usar o campo "cco". Continuou mandando abertamente. Pedi novamente que fizesse do jeito certo. Continuou ignorando meu pedido. Simplesmente pedi pra ela me descadastrar e parar de me mandar e-mails. Nisso eu fui atendido. Não sei se ela ficou magoada e sinceramente não me preocupo com isso. Prefiro me indispor com pessoas teimosas a fragilizar minha segurança ou afetar minha paciência.

Outra atitude minha é nunca mandar cartões virtuais. E já aviso a todos meus contatos em épocas como Natal e Ano Novo que simplesmente vou apagar todos os e-mails que vierem com cartões. Não vou abrir nenhum. Digo a eles que se quiserem mandem texto simples no e-mail mas nada de links pra clicar e abrir cartões. Esses eu deleto. Ou se preferirem, me liguem. Vou achar muito mais gostoso até.

Portanto, olho vivo. Cerque-se de cuidados. Tenha bons firewall e antivírus (sempre atualizado) e esteja sempre atento. Não clique em links vindos por e-mail de fonte desconhecida. Mesmo os vindos de fonte conhecida podem ser fonte de problema. Pode ser um remetente se passando por algum contato seu ou um amigo pode estar repassando uma mensagem sem saber que ela é fraudulenta. Lembre-se que todos os bancos sérios nunca pedem para você clicar em nada. Quando necessário, pedem para você entrar no site da instituição ou procurar uma agência. Em suma, não seja um trouxa na internet.

Abraço.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Japa in box. O prazer da culinária japonesa!

Sim, caros 3 leitores! Eu agora gosto de comida japonesa! Yes! Você não leu errado. Explico... Quem me conhece sabe que não gosto de frutos do mar, salvo as honrosas exceções do atum e salmão e que tolero camarões. Ponto. E olhem que esses três já são concessões que eu não faria no passado. Mas realmente gosto dos primeiros dois e encaro o terceiro com bravura.

A grande novidade é que a culinária japonesa entrou na minha vida recentemente, e como sempre pelas mãos da minha querida Daniela. Fiquei fã! Ontem mesmo estivemos no nosso templo predileto, o restaurante Saikô. Um lugar bonito, gostoso e com delícias de tirar o chapéu (alguém ainda usa chapéu?).

Foi exclusivamente pela qualidade das iguarias do local que eu me rendi. Já havia provado um sushi há muitos anos e francamente tinha ficado abaixo do camarão, ou seja, menos que tolerável. Mas acho que foi uma infeliz confluência de inadequações. O prato não era tão bem preparado (era um "genérico") e eu não estava realmente imbuído da vontade de conhecer coisas novas. Mas há 6 meses tudo foi diferente.

Estava com minha amada mulher numa de nossas primeiras saídas para jantar (explico também que este é meu segundo casamento e que, tenho certeza, será meu definitivo) e resolvi encarar o "problema" de tentar novamente "traçar um japa", no bom sentido, é claro. Como vocês sabem, o amor é lindo! Então, cheio de energia pela nova relação, um começo maravilhoso (que, por sinal, perdura até hoje e não dá sinais de enfraquecimento), uma empolgação enorme e aí comer algo que, em princípio, não me interessaria foi fácil. E não é que eu gostei?! E muito! Achei delicioso. E a segunda vez foi ainda melhor, porque já estava iniciado no assunto. Hoje eu realmente adoro a dita cuja cozinha japonesa e vamos com frequência ao restaurante. Como a Daniela já é grande conhecedora de restaurantes japoneses, estivemos em vários outros, até porque variar é importante, mas concordamos que o melhor mesmo é o Saikô. Um lugar que eu recomendo sem ressalvas e com a certeza de ter dado uma ótima indicação.

Se você mora em Porto Alegre, agradeça aos céus e compareça. Se veio só a passeio, não deixe de conhecer o local. Sei que você vai gostar tanto quanto eu. Fica na Av. Ijuí, quase na esquina com a Nilópolis, ao lado da Praça da Encol (a Encol nem existe mais, no entanto a praça ainda lhe rende tributo por ter deixado tanta gente na mão).

Nos vemos lá! Boa refeição!

domingo, 2 de maio de 2010

Comodo recebe nota máxima entre os firewalls testados pelo site Matousec. De novo.

O Comodo Internet Security conseguiu mais uma vez. Foi o primeiro e, até o momento, único produto testado pelo conceituado site Matousec a atingir a perfeição nos testes de segurança a que foi submetido.

Há anos que o site se dedica a testar produtos de segurança, mais especificamente firewalls. Por ele tomamos conhecimento de ótimos produtos, como o OnlineArmor Firewall, o PCTools Firewall Plus e o Outpost, além do próprio Comodo que, por sinal, coleciona vitórias desde sua versão 2.x. O site vem continuamente expandindo sua base de testes à medida que os firewalls vão evoluindo e atingindo notas altas, de forma que esse contínuo crescimento obriga os softwares a se aprimorarem no mesmo ritmo, gerando um círculo virtuoso.

Há poucos meses, o número de testes aplicados passou de 84 para 148, abrangendo uma gama muito maior de vulnerabilidades. Para se ter uma idéia, outros produtos conhecidos como ZoneAlarm ou Norton Internet Security ficam pelo caminho quando submetidos aos testes. Para o site, qualquer produto que não atinja pelo menos a nota "very good" (muito bom) não é recomendável.

O firewall da Comodo é tido como um dos mais conceituados desde muito tempo. Nos primeiros testes a que foi submetido, ainda na versão 2.x, ele apresentava várias falhas mas os desenvolvedores eram muito rápidos na correção, de forma que em poucas semanas ele passou a figurar entre os melhores e depois entre os perfeitos, de onde não saiu mais. E agora, com a nova suíte de 148 testes ele foi o primeiro e, por enquanto, único produto a atingir a excelência. E o mais interessante sobre o Comodo é que ele sempre foi absolutamente gratuito! O produto tem uma versão paga, com suporte pelo fabricante, mas a versão gratuita já é soberba. Somente seu antivírus, que integra o pacote "Internet Security", ainda é muito fraco e não recomendado. Mas quem quiser utilizar somente o firewall pode simplesmente desabilitar a instalação do antivírus durante a instalação.

Outros produtos também são bastante seguros, como o OnlineArmor, que também possui versões gratuita e paga, ou o Outpost, que se deu bem na antiga suíte de 84 testes mas derrapou na nova bateria de 148 testes e caiu para a faixa dos "não recomendados". Mas se trata de outro produto sólido e que rapidamente deve galgar postos na lista.

O problema é que os testes passaram a ser mutio demorados agora. Como a lista de verificações é extensa, leva um tempo considerável para que um produto seja testado. Em função disso, o site impôs limitações ao número de avaliações que um produto pode sofrer por ano. Isso significa que o Outpost pode ter as falhas corrigidas muito antes de voltar a ser avaliado, por exemplo. De qualquer forma, é reconfortante para nós, usuários, sabermos que há excelentes produtos à disposição e alguns absolutamente gratuitos. E no caso do produto da Comodo, outra vantagem é o fato de ele estar totalmente portado para o português.

Interessado? Visite o site da Matousec (em inglês) indicado acima ou o site da Comodo e sinta-se tranquilo: você estará protegido.

Abraços.

Novo desvio de rota

Ei! Eu já vi esse filme antes! Sim, caro leitor. Se você é um dos 3 que viu esse blog nascer, então já viu mesmo esse filme. Mudei o rumo das coisas mais uma vez. Sim, de novo. Eu tentei não fazer isso, juro! Mas o problema é que eu gostaria de deixar esse espaço mais flexível. Se eu conheço um restaurante bacana, por que não poderia indicá-lo aqui? Então eu dei uma discreta alterada no título do blog e outra bem menos discreta na descrição do mesmo. Mas espero que todos saiamos ganhando com essas alterações.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Wireless: o trivial variado

E então eu tenho uma rede wireless! Quem diria, não? Ok, ok, você tem razão. Uma rede wireless já deixou de ser novidade há mais de ano já. Talvez dois. Mas pra mim ainda tinha ares de novidade. Afinal, pra quê eu precisaria de uma rede wireless? Meu grande e nada discreto desktop sempre esteve conectado no modem do Virtua e aquele trambolho é tão portável quanto um saco de cimento. Mas de lá para cá, muita coisa mudou na minha vida e na minha rotina. Agora não tenho apenas um saco de cimento com 800 GB de disco e um processador Core2Duo que já foi moderno um dia. Agora tenho também um notebook Dell que me parecia o último grito em modernidade quando chegou há praticamente um ano. Mas tive novamente que rever meus conceitos quando dei para minha mulher um daqueles elegantérrimos netbooks da Acer, o Aspire One, que a gente tem a impressão que se não tomar cuidado vai acabar perdendo debaixo da unha.

O fato é que esse arsenal todo estava pedindo uma solução de conectividade à internet que fosse mais prática que aqueles trabuquinhos espetados nas portas USB que atendem pelo pomposo nome de modems 3G. Meu modem é da falecida Brasil Telecom, atual Oi, e funciona que é uma beleza no centro de Porto Alegre, onde conecto durante o expediente. Mas quando volto pra casa, aqui na zona sul, ele sofre pra conseguir uma conexão decente. Isso porque aqui no interior o sinal não é tão bom. Mas pelo menos o plano é generoso (quando pega!): sem franquia, posso ficar conectado a perder de vista e o valor mensal é fixo. Já aconteceu de trafegar mais de 4 GB numa tarde, entre downloads e uploads. Mas à noite, em casa, era difícil arrancar dele algo que prestasse. Me senti de volta ao tempo das antenas internas das TVs pré-históricas (antes da TV paga ou digital, ou seja, na Idade Média) em que a gente ficava girando as hastes pra todo lado procurando uma réstia de melhoria na imagem. É o que eu fazia com meu trabuquinho em busca de um sinal aproveitável aqui na nossa sala.

Minha mulher, por outro lado, tem um poderoso trabuquinho da Vivo. Indiscutível: é o melhor sinal no RS. Vai do excepcional ao bastante bom e raramente te deixa na mão. A cobertura de melhor qualidade, sem dúvida. Infelizmente, a má notícia é a franquia. Exagerou, dançou. Você é gentilmente brindado com valores-surpresa na sua fatura mensal (esse hífen também caiu na Deforma Horrorgráfica? Deus do céu! Não respeitam mais ninguém hoje em dia...)

Posto que agora temos praticamente um CPD em casa (o que? Você não sabe o que é um CPD? Sorte sua! Sinal de que tem no máximo 20 anos de idade. Que inveja!), tentar fazer malabarismo com os modems espetadinhos nas portas USB estava ficando um saco! Aí eu resolvi comprar um roteador wireless e hoje finalmente instalei o troço.

Gente, é simplesmente uma delícia. Estou escrevendo esse texto confortavelmente torto na nossa cama de casal, com um travesseiro que certamente não faz as vezes de almofadão mas, que diabos!, eu estou adorando! Agora todo mundo está pendurado no Virtua que, certamente, vai passar por um upgrade de velocidade. :) Welcome to the jungle, babe.

Se eu fosse um pouco mais esperto teria antecipado a sensação de liberdade proporcionada pelo brinquedinho mas, como minha mulher sempre me lembra, eu sou um pouco cabeçudo. Mas antes tarde do que nunca. Descobri que é muito bom poder ir pra qualquer canto do apartamento com o noutibúqui a tiracolo pronto pra entrar em ação. Neste exato momento estamos nós dois, cada um no seu micro (eu no brogue e ela olhando sites de decoração, sua nova paixão já faz uns 5 dias, ou seja, falta pouco pra mudar de interesse). Sim, crianças, nem só de sexo vive o homem por isso a cama de casal também serve pra isso: conectar-se à internet, o que mais?

Bem, qual será meu próximo movimento agora? Ainda não sei... Mas estou namorando um toca-discos (pick up para os puristas) USB da Ion Audio que eu vi no shopping há 3 dias. Coisa mais linda! Vocês, da nova geração, não tiveram a oportunidade de apreciar um LP sendo tocado num destes. Não dá pra explicar o que vocês perderam. Só vendo pra entender. Ou nem vendo, sei lá. Enfim, o dito cujo é uma graça mas caro que dá medo, portanto vai ficar em banho-maria até criar vergonha na cara... Snif... :'(

Well, por hoje é só, pessoal.

Ah, só pra encerrar, já está bastante claro que esse blogue não está mais tão alinhado com o que a descrição no topo parece indicar. Acho que vou ter que mudar novamente o foco. Ai, ai... (suspiro)